O alerta para os riscos do consumo desmedido de energia elétrica, que provocou o apagão de 2001, hoje se estende para a competitividade do país dentro da economia global em cenário de mudanças climáticas. O Brasil precisa modernizar sua infra-estrutura. Em por conseqüência vai precisar se organizar para gerar e consumir um volume muito maior de energia.
Por este motivo O Ministério de Minas e Energia lançará em breve um plano nacional de eficiência energética. O projeto prevê incentivos financeiros e outros subsídios para dinamizar o setor . “A meta é atingir em 2030 uma economia de 106 Twh/ano, equivalente à geração de uma Itaipu”, anunciou Hamilton Moss de Souza, diretor do Departamento de Desenvolvimento do MME. “O plano integrará esforços já existentes para priorizar atividades, alocar recursos e abrir novas janelas de oportunidades, explicou o diretor. “Deverão ser ampliadas iniciativas que nos últimos anos surtiram efeito positivo, como o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), que diferencia eletrodomésticos mais eficientes”, observou.
“Medidas são urgentes contra o desperdício de eletricidade, responsável por perdas de R$ 12 bilhões por ano no Brasil”, alertou José Starosta, presidente da Associação Brasileira das empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO). “O atual prejuízo resulta da falta de legislação e incentivo. É necessário criar mecanismos para aumentar a eficiência na prática e definir como a conta será paga”, finalizou.
O setor industrial do país absorve 43% da energia elétrica gerada e medidas regulatórias estão por vir.
A Energisul está sempre atenta aos rumos do setor elétrico do Brasil e mais especificamente da região sul. E está preparada para informar e orientar seus clientes sobre as novas determinações das autoridades, como também das concessionárias de energia.
Fonte de consulta: Valor Econômico, de 25/08/2011 – Jornalista Sergio Adeodato.
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